Posts Tagged ‘Violência’

Carta à Ninguém

janeiro 8, 2012

Reflexões sobre um assalto esclarecedor.

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A nossa querida Faixa de Gaza

janeiro 8, 2009

Massacres nós já estamos acostumados a ver, quando não somos suas vítimas diretas. Assim, por exemplo, me espantou o recente levante juvenil na Grécia, cujo estopim foi o assassinato de um jovem por forças policiais. Se imitássemos os gregos por aqui, o país entraria em colapso total. Em um mês, a PM paulista chega a matar 101 pessoas – média que faz Israel parecer o guardião da paz no (em andamento) Massacre de Gaza. Em uma breve clicada no Google a partir da expressão “violência no Brasil” ficamos sabendo que “de 11 países, Brasil é campeão em mortes violentas, diz estudo – Entre 2002 e 2003, violência foi causa de morte em 4,69% dos casos, o dobro do México, Índia e África do Sul”. Mais: “segundo a pesquisa, foram mortas 50.980 pessoas em 2003. Em 2004, o número caiu para 48.374, indo para 47.578 em 2005 e 46.660 em 2006 – queda de 5,3% de 2003 para 2004, de 2,8% de 2004 para 2005 e de 1,8% de 2005 para 2006.” Devemos comemorar a queda no índice? Somem o número de mortos apenas nestes quatro anos indicados. Agora se lembrem de que os Estados Unidos sofreram cerca de 292.000 baixas na Segunda Guerra Mundial. E “na década de 1990, as armas de fogo foram responsáveis por 265.975 mortes” no Brasil. Nós, brasileiros, morremos como moscas. Na minha visão, deveríamos pensar mais em construir cemitérios e deixar de lado, ainda que momentaneamente, a discussão acerca do futuro da previdência e da seguridade social – inúteis em um país em que a expectativa é de que o jovem executado crie problemas aos familiares ao morrer devido aos altos custos com serviço funerário. Sugestão: lançamento do programa Caixão Zero – serviços funerários custeados pelo Estado (o mesmo Estado que executa os cidadãos através da presença da PM ou da ausência da PM). O mais engraçado de tudo isto (atrevo-me a dizer que isso é engraçado) é que esse post deveria ser sobre o Massacre de Gaza. Mas fiquemos por aqui. Um massacre de cada vez.

Entre o Pelô e Amsterdã

fevereiro 23, 2008

Quem assistiu seu Valera hoje viu uma cena muito explorada pelo “jornalista”: um casal de turistas sendo roubado na parte não restaurada do Pelourinho. O ladrão leva o colar de ouro da senhora. O roubo foi tão tranquilo e honesto que o ladrão pára e lança: “Dando bobeira, andando com corrente de ouro no Pelourinho… Aqui não é Amsterdã, não…”. Tudo filmado por um cinegrafista amador. As palavras do ladrão foram exaustivamente repetidas.

Seu Valera achou o fato um absurdo porque demonstrou a insegurança que ronda os turistas em um dos principais cartões postais da cidade do Salvador. Ele sugeriu delicadamente ao governador, dando tapas na mesa, que comprasse um colar novo na HStern e desse à infeliz.

Para seu Valera, a questão é externa: segurança dos turistas. Para o honesto ladrão, que ainda se preocupou em ser pedagógico com a turista imbecil inocente, a questão é interna, pois Amsterdã absolutamente não é aqui. Lembro que alguém da cultura já tinha dito que aqui é o Haiti.

Reflexões 1

fevereiro 23, 2008

“Acusações de racismo contra a polícia da Bahia têm sido constantes ao longo dos anos, embora se calcule que 85% dos integrantes da corporação sejam afro-descendentes”.

 Da CartaCapital

 Provoco: como se explica isso? Sintam-se à vontade para comentar.