Archive for the ‘Citações’ Category

Justiça demasiado humana

maio 19, 2008

O ser humano é injusto. No entanto, inventou a Justiça.

Krinópolus, filósofo

Sobre o silêncio

abril 14, 2008

muitos são os silêncios

poucos serão ouvidos

paulo leminski

Cult é um chique de esquerda

abril 4, 2008

De uma discussão em um grupo de e-mails, meu amigo Tiago Lorenzo dispara:

“”Cult” é um “chique” de esquerda metido a besta. Para eles, qualquer filme da sala de arte é bom. (…) Fazem um esforço tremendo pra gostar de algo quando acham que é “de valor” e que por isso deveriam gostar. (Caralho, não entendi bem este filme, achei meio lento, meio novelão, mas porra, todo mundo lá do circo gostou). A galera do teatro que é assim é uma dais mais engraçadas: nossa, profundo esse momento em que ela caga na boca dele no metrô; é uma crítica à fome no mundo.”

E ele encerra, ainda assim, demonstrando certa simpatia pelos cult:

“Confesso que tenho mais simpatia pelos PIMBAS que pelos CHIQUES. Pelos “cult” que pelos “playboys”. Gosto muito de sacanear ambos, mas me parece mais simpático cultuar o “amor-solidariedade-pobreza-poesia” do que o “requinte-finesse-chique-grana-status””.

Do segundo pensamento, eu discordo.

Esquerda e Direita, ainda?

abril 2, 2008
“A esquerda tem razão; a direita tem sabedoria”.
 .
Moeller van den Bruck
filósofo nazista
.
É duro dar razão a um nazista.

Maio de 68

março 31, 2008
Em 2008, comemoram-se os 40 anos do Maio de 68. Em breve este blog apresentará uma novidade bem legal sobre isso. Aguardem. Por enquanto, fiquem com algumas frases, grafites e pensamentos que marcaram os eventos.
.
“Unbutton your imagination as often as your zipper!”
.
” Je suis Marxiste, tendence Groucho.”
.
“It’s forbidden to forbid!”
.
“Soyez réalistes, demandez l’impossible!”
.
“Sous le pavé, la plage.”
.
“Vivre sans temps mort, jouir sans entraves.”
.
“Decretamos estado de felicidade permanente!”
.
“Sexo anal para derrotar o capital!”
.
Eu, do meu lado, compartilho todos estes sonhos. E simultaneamente concordo com Baud:
.
“Na representação imaginária, as massas flutuam em algum ponto entre a passividade e a espontaneidade selvagem, mas sempre como uma energia potencial, como um estoque de social e de energia social, hoje referente mudo, amanhã protagonista da história, quando elas tomarão a palavra e deixarão de ser a “maioria silenciosa” – ora, justamente as massas não têm história a escrever, nem passado, nem futuro, elas não têm energias virtuais para liberar, nem desejo a realizar: sua força é atual, toda ela está aqui, e é a do seu silêncio. Força de absorção e de neutralização, desde já superior a todas as que se exercem sobre elas. Força de inércia especifica, cuja eficácia é diferente da de todos os esquemas de produção, de irradiação e de expansão sobre os quais funciona nosso imaginário, incluindo a vontade de destruí-los.”
.
Jean Baudrillard, em À sombra das maiorias silenciosas: o fim do social e o surgimento das massas.
.
Sabem como é: teimo em fazer minhas as palavras de Gramsci:
.
“É preciso combinar o pessimismo da razão com o otimismo da vontade”.

Provocação

março 27, 2008
Uma frase, de autoria do pequeno Teo, segundo Yoani Sánchez, citada post abaixo, me fez pensar acerca da relação entre liberdade e poder:
.
“Entonces, ustedes siguen libres porque son un poco cobardes”.
.
Não costumamos pensar muito nisso, acostumados que estamos a pensar que somos livres. A situação política de Cuba, bem como de qualquer país que viva sob regime de força e restritivo, não deixa espaço para ilusões do tipo. Mas mesmo sob a nossa democracia formal, não seria interessante oportuno pensarmos se não somos apenas covardes?

Pequenos Saberes – 3

março 6, 2008

“O último fundamento é um abismo”

Martin Heidegger

A Justiça é cega?

fevereiro 19, 2008

Victor Nunes Leal, em seu clássico trabalho Coronelismo, enxada e voto, faz uma belíssima análise da tradição mandonista e coronelista da política nacional. Ao longo do livro, ele traz exemplos de como tal estrutura sócio-política se dá no cotidiano e como as pessoas comuns lidam e respondem a ela. Já era famosa a sabedoria popular que ele consagrou: “aos amigos, pão; aos inimigos, pau”. Mas descobri no seu trabalho, outra sentença ainda mais profunda e explicativa da desgraça nacional:

“Aos amigos, Justiça; aos inimigos, Lei.”

Essa diferenciação entre Justiça (auxílio, liberdade) e Lei (repressão, regulação, violência) é a mais clara face da Injustiça e Desigualdade que assolam o país. É como costumo dizer: a Justiça é cega, mas lê em braile. Assim, sabe reconhecer muito bem aqueles que devem ser acolhidos e aqueles que devem ser enxotados como bestas. Obviamente, as bestas tem nome: pobres e/ou negros e, às vezes, até membros da classe média. Assim, a fórmula política de sucesso poderia ser ainda mais clara:

“Tem dinheiro? Justiça!

Não tem? Lei!”

Isso explica desde o Cansei até a ausência das políticas públicas e sociais do Estado em regiões de baixa renda, onde, de quando em vez, aparece o Caveirão.

Pequenos Saberes – 2

janeiro 20, 2008

“A metafísica é uma conseqüência de não se estar bem disposto.”

 Álvaro de Campos

Pequenos Saberes – 1

janeiro 15, 2008

A castidade é a mais anti-natural de todas as perversões sexuais.

                                              Aldous Huxley, escritor