Retorno ao subterrâneo

Além de dominar o mundo (meta que me impus desde que assisti Pink e o Cérebro pela primeira vez), sempre desejei duas coisas: aprender a dançar tango e a tocar violino. Mas não pude fazer nenhum dos dois. Era preciso, antes de qualquer coisa supérflua e meramente subjetiva, ser responsável e manter os vínculos com a burocracia. Era preciso manter o posto. Era preciso acumular trabalho e renda. Era preciso fazer o que se é exigido. Era preciso ser um dos melhores. Era preciso andar com o pescoço pesado de medalhas “funcionário do mês“. Era preciso fazer do stress apenas workaholism. E ainda conseguir sorrir, demonstrando a máxima satisfação e felicidade. Consegui realizar quase tudo o que os outros queriam que fossem meus desejos mais íntimos. Mas continuo sem tempo para violinos e tangos. Resta-me, quem sabe, dominar o mundo.

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4 Respostas to “Retorno ao subterrâneo”

  1. Tássia Says:

    Que drama! Não esqueça que você só tem 23 anos…

  2. Dimitri Says:

    Felippe, já disse que admiro mesmo essa sua inquietude. Considero você um grande, rapaz! Só acho que te falta procurar onde seu drama encontra a resposta! O que satisfaz o espírito? O que te dá satisfação de verdade, e não somente pela metade? Te deixo com essa pergunta! Um abraço e Feliz Ano Novo!

  3. tiago a. Says:

    Violino é coisa de bicha!

  4. Kamayurá Says:

    Eu q ñ sou boa com as palavras, posso fazer das suas as minhas?
    Texto maravilhoso!

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