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Guerra nas bancas

outubro 3, 2008

A Veja, enquanto porta-voz oficial do neoliberalismo e do capital especulativo, teve que fazer um exercício de contorcionismo ideológico para manter-se alinhada às diretrizes de Washington. Ora, bem sabemos que qualquer neoliberal que se preza defende incondicionalmente o mercado livre, as privatizações (supostamente o Estado é ineficiente por natureza) e a não-ingerência do Estado em assuntos econômicos. O superpacote de US$ 850 bilhões (70% do PIB brasileiro!), um presentinho do governo dos Estados Unidos aos banqueiros, contraria a própria lógica básica do neoliberalismo, exportado para os países da periferia do capitalismo sob as pressões do FMI e do Banco Mundial (dentre eles o Brasil, com grande ajuda de entrepostos locais, como os presidentes Collor e FHC). Mas a Veja acaba caindo na sua própria armadilha ao colocar o Estado como o Salvador do mundo. Adam Smith e sua mão invisível se revirariam no túmulo. Afinal, sem o Estado, o mercado funcionaria? A Veja tem que se decidir! A CartaCapital, como de costume, demonstra maior lucidez. E os Estados Unidos são agora, junto com a China, a maior economia de Estado do mundo…