Dia do Trabalhador ou dia de trabalho?

A prostituição da CUT já é evidente. Sua relação simbiótica com o governo Lula levou este à nomear Ministro do Trabalho um presidente da Central. Não é questão de “se hay gobierno, soy contra”, mas é que as ações do governo Lula na área do trabalho são pautadas por divergências entre os interesses dos trabalhadores e os dos patrões. O mínimo que se espera de uma Central com a história da CUT é a defesa intransigente de sua classe, e não a conciliação em defesa do governo. É claro que o mundo mudou e não estamos mais na época moderna da centralidade do trabalho, mas na era pós-moderna de centralidade do consumo. Isso implica enfraquecimento das mobilizações classistas e trabalhistas. Mas ainda se pode ver Workers’ Day (ou Labor Day) combativo ao redor do mundo. No Brasil e na Bahia, a CUT transformou um dia de combate em um dia de espetáculo – festas que entretém e não lutas que ampliam ou garantem direitos e educam os cidadãos. Venceu o modelo pelego criado pela Força Sindical.

Enquanto a CUT de luta dorme um sono profundo, os trabalhadores estão bem acordados, trabalhando domingos e feriados, até mesmo no dia que antigamente era o seu dia.

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