Una estrellita en mi corazón

novembro 26, 2012

Cuando yo estaba solo en la noche oscura

Una estrella bajó del cielo y me abrazó

Me preguntó lo que hacía yo en la noche oscura

Yo la llevé al cielo y allá la abracé

.

Felippe R.
Caracas, Noviembre 2012

Urgencia

novembro 12, 2012

Ya es la hora de escribir una poesía en español

Aunque me falten las palabras para escribirla

Hay la urgencia de derramar los sentimientos en el papel

Siempre que las lágrimas llenan los ojos y mojan el rostro

..

Aunque me falten las palabras para escribirla

Ya es la hora de escribir una poesía en español

Cada paso en la urbe que me es ajena conlleva los significados del mundo

No es más posible mantener los secretos bajo la manta de la voluntad

..

Hay la urgencia de derramar los sentimientos en el papel

Siempre que las lágrimas llenan los ojos y mojan el rostro

En la calle mantengo mi mirada mezclada con sensaciones de lluvia

En la multitud encuentro amistad, cariño y compañía

..

Siempre que las lágrimas llenan los ojos y mojan el rostro

Ya es la hora de escribir una poesía en español

En la calle, en la multitud, en mi temporario hogar

Aunque me falten las palabras para escribirla

.

Felippe R.

Caracas, noviembre 2012

O projeto da transformação

outubro 21, 2012

Artigo de opinião publicado no jornal Brasil de Fato, edição 502, de 11 a 17 de outubro de 2012, sobre as consequências políticas das eleições presidenciais na Venezuela e os dilemas do presidente reeleito, Hugo Chávez.

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O projeto da transformação – Venezuela – Brasil de Fato – Outubro 2012

Poeminha noturno

abril 12, 2012

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Às vezes tudo se vai

E fica o nada

Como companhia

Às vezes tudo vem

E fica o cheio

Como sentimento

Às vezes tudo se vai

E fica o cheio

Como companhia

Às vezes tudo vem

E fica o nada

Como sentimento

Às vezes tudo se nada

E fica o sentimento

Como companhia

Felippe R.

Abril/2012

O botão curtir do Facebook – uma idéia genial que decreta o fim do espaço público e a decadência da Humanidade

abril 6, 2012

Faz algum tempo que ando intrigado com o botão “curtir” do Facebook. A menina posta uma foto na qual está super-gata, sexy, deslumbrante, ou mesmo nada disso, só aparece na foto e – puf – você (eu) curte(o). O amigo posta um meme boboca, curtir. Uma frase de Caio Fernando Abreu, curtir. Reclamação do governo, curtir. Mundo sem sentido, curtir. “Tou com dor de dente”, curtir.

O botão curtir não significa necessariamente curtir, mas “estou de olho”, “tou ligado”. Por isso os gênios do Facebook não fizeram ainda o tão pedido botão “dislike”, ou “descurtir”, em português meio-tosco. Claro, não faz sentido dizer “não estou de olho” ou “não estou ligado”, se o ato de clicar já significa exatamente o contrário. De fato, só é possível curtir, descurtir é uma impossibilidade lógica.

Tem mais, o botão curtir vai se desdobrando dinamicamente em possibilidades táticas de manter o convívio virtual equilibrado. Tem um sujeito adicionado entre os amigos com o qual você (eu) nunca fala(o). O sujeito só posta coisas as quais você (eu) abomina(o). Mas uma rara vez na história da timeline deste sujeito aparece  algo que você (eu) não abomina(o). Não é que você (eu) de fato curti(u) o que foi postado. É simplesmente um lixo menos desprezível, possível de ser curtido sem comprometer a coerência e a dignidade que você (eu) tenta(o) manter face aos demais sujeitos que também estão vigiando o que você (eu) curte(o) ou deixa(o) de curtir. Nesse caso, após refletir brevemente, aperta-se o curtir. Às vezes a indecisão ética e moral leva a desapertar o botão (uma forma improvisada de descurtir), mas receando que o outro sujeito, online com bolinha verde, possa já ter visto o curtir e comece a estranhar onde o curtir foi parar, acaba-se por voltar a curtir. Tal como o governo, é preciso fazer algumas concessões de vez em quando a fim de manter o equilíbrio da base alia…, digo, dos amigos virtuais.

Então tem aquele idiota que você odeia mortalmente, mas que ousou te adicionar e você foi obrigado a aceitar (a cordialidade do brasileiro). O momento em que posta algo menos bizarro é o momento em que você (eu) pensa(o): “é agora ou nunca, preciso aproveitar essa oportunidade, vou curtir”. Com isso, fez-se a média. Manteve-se a áurea do brasileiro que está atento a seus amigos virtuais e que, ainda por cima, curte o que o outro faz. O outro sujeito pensa: “olha, apesar de tudo, não sou ignorado por fulano…  Ele/a curtiu!”

Mais ainda: o botão curtir reduz a necessidade do pensamento abstrato e retira a condição humana do expressar-se através de palavras. O sujeito posta algo com o que de fato se concorda. Não é preciso mais abrir o espaço de comentários, pensar em algo e enfim articular o pensamento em palavras inteligíveis pela comunidade política mais ampla de cidadãos. Não. Apenas curte-se. Um ato automático, sem pensamento nem palavras.

“A condição política nacional deteriora-se com a falta de participação ativa dos cidadãos que agora limitam-se à virtualidade das relações nas quais, no máximo, curte-se o protesto no Facebook”, posta o sociólogo X. Aí 235 pessoas curtem. Simplesmente, apenas curtem.

O botão curtir do Facebook é aquela idéia genial que corresponde à nova realidade dos sujeitos sociais em um mundo onde todos e cada um são atores conectados e oniscientes. Mas simultaneamente decreta o fim do espaço público e a decadência da Humanidade. Não esqueçam de curtir este post no Facebook.

La huelga de policías y el tema de la inequidad en Brasil

fevereiro 10, 2012

Clique aqui para ler o texto sobre a greve da polícia na Bahia, que inaugura minha coluna quinzenal na AmericaEconomia.com. [em espanhol]

 

Foto: Felippe Ramos (com a câmera de uma amiga)

Necessários adendos prévios ao artigo futuro sobre greve da PM na Bahia

fevereiro 9, 2012

Amanhã será publicado um artigo meu no qual analiso a greve da PM na Bahia. Mas o grampo das conversas de Marco Prisco, da ASPRA, divulgadas no Jornal Nacional e a iminente invasão da Assembléia por tropas do Exército me empurra a tecer adendos ao artigo que sequer saiu. O tempo da internet é esse mesmo – o instante. Portanto, faço 4 adendos prévios ao artigo futuro.

1 – A virada conservadora do PT e suas coalizões (partidárias e econômicas) levaram a perda de espaço do partido na liderança de diversas lutas sociais que não foram cooptadas por preenchimento de cargos públicos comissionados. Boaventura Sousa Santos já adverte que “a maior tragédia da esquerda no século XX foi ter transformado militantes em funcionários”. Logo, o vácuo deixado na luta social tem sido preenchido de forma pulverizada por forças sociais as mais distintas, inclusive da direita mais tradicional, alijada do poder pela ascensão do PT. Obviamente, fosse Prisco filiado ao PT a luta dos PMs estaria impossibilitada em prol de acordos de cúpulas.

2 – Em uma democracia, ser filiado a um partido político específico não é argumento suficiente para fazer julgamentos de valor sobre quem quer que seja. É preciso discutir o programa dos partidos e as conjunturas nacionais e locais. Prisco é do PSDB, porque o PT na Bahia atualmente ocupa o poder. Fosse Prisco meramente oportunista, seria mais lógico estar do lado de quem está no poder e poderia facilmente recompensá-lo com as regalias dos gabinetes de tapete persa. Prisco é do PSDB porque em 1992 e em 2001 o PT defendia a greve e os policiais e hoje faz comitiva de deputados e jabá na Globo contra o movimento sindical. Na política, não existe vácuo de poder. Se o PT sai dos movimentos sociais para se aconchegar nas poltronas de Sarney e Kassab, o PSDB entra nos movimentos sociais. Quando o PSDB entrar no poder novamente (se acontecer e espero que não), o PT (digo, sua cúpula) voltará a procurar os movimentos sociais. Já disse o Luiz Carlos Azenha: “o PT vence as eleições com os movimentos sociais e governa com o PMDB”. Essa postura de uso instrumental dos movimentos sociais para a formação de gabinetes cujas políticas públicas não respondem as demandas dos movimentos têm levado à uma esquizofrenia política no país.

3 – Por sua formação militar e despreparo cidadão, parte dos PMs cometem equívocos (e quiçá crimes) na condução da greve. O sociólogo Bourdieu explicava seu conceito de habitus: “para ser o que se deve ser, basta ser o que se é”. Os PMs simplesmente fazem uso de sua truculência habitual em um momento de greve. A sociedade os treina para matar e vocês queriam que eles fizessem greves como os juízes e médicos fazem? É necessário discutir a desmilitarização e federalização da atividade policial, que pode muito bem ser civil.

4 – A articulação sindical nacional em defesa da PEC 300, em si, não pode ser usada como argumento depreciador ao movimento. Tal movimento, ainda que sob a truculência ensinada aos PMs, combate a pulverização das polícias, criadas como guardas pretorianas de coronéis estaduais. Afirmar que a luta por um PISO salarial para uma categoria é criminosa ou golpista é um absurdo. Imoral é a discussão de TETO salarial para parlamentares e juízes que recebem salários afortunados para viver com privilégios, em conforto e sem perigo.

Espero que, em caso de invasão, a PM não reaja. O governo do estado não podia tolerar a ameaça à indústria do carnaval. O governo federal não podia tolerar a ameaça da eclosão de um movimento nacional pela PEC 300 e que simultaneamente criasse uma onda de insegurança no país prestes a sediar a Rio+20 e eventos desportivos internacionais. Prisco, com toda sua truculência, já começou a luta derrotado por aqueles que, com as boas maneiras de lord, contratam quem lhes faça o serviço sujo. E ojalá possamos encontrar o caminho da discussão profunda sobre uma segurança pública necessária para nosso país – que, pelo visto, deverá acontecer a despeito do PT e do PSDB.

Primavera Baiana: reflexões gramscianas para entender os obstáculos por vir

janeiro 19, 2012

É famosa a frase de Che de que os poderosos poderão deter algumas flores, mas jamais a primavera. Levando em consideração o caso de Salvador, no qual a população começa a esboçar um fôlego de esperança e mobilização contra a destruição de sua cidade, é necessário questionar: a primavera baiana pode ser detida pelos poderosos? Com o uso livre da expressão de Gramsci, eu digo que minha razão pessimista pensa que sim – os poderosos podem deter a primavera baiana – ainda que o otimismo da minha vontade me leve às ruas junto com o povo. Ora, o pessimismo da razão nada mais é do que um senso radical de realismo crítico, uma ferramenta importante àquele que deseja transformar a realidade, posto que permite enxergar a correlação de forças em dada conjuntura a despeito da própria vontade. Exemplo: eu quero o fim da fome no mundo. Há neste exato momento no qual escrevo este post uma possibilidade factível de que a minha vontade, ainda que transformada em protesto nas ruas, se transforme em realidade? O pessimismo da minha razão diz que não. Isso não deve levar-me à resignação de defender que a fome é positiva ou, no mínimo, inevitável. Continuarei defendendo o fim da fome no mundo, mas posto que compreendi como está a atual situação política, tentarei criar espaços para a promoção deste ideal, a fim de conquistar outros para a causa e, quem sabe, um dia ter forças para mudar a realidade estrutural. Portanto, é fundamental àqueles que querem transformar a realidade ter um senso crítico a despeito da própria ideologia, de modo a permitir um melhor planejamento tático e estratégico que cause impacto no mundo real e não apenas no ego daqueles que, por pensar a revolução, acharam que já fizeram demasiado. Enfim, um movimento de mudança tem que pensar não apenas a sua utopia, o seu mundo ideal, mas também os limites que serão postos à sua causa pelos atores sociais, econômicos e políticos que lhe fazem oposição, que defendem interesses antagônicos.

Meu convite é, deste modo, à uma reflexão sobre a composição ensaiada pelo belo movimento cívico da Primavera Baiana. Está claro que, para fazer frente à destruição planejada da cidade por alguns grupos de interesse que dela se apropriaram e transformaram em propriedade privada, faz-se mister uma ampla coalizão de forças que mobilize os setores culturais vanguardistas, os militantes de ultra-esquerda, os estudantes secundaristas e universitários, os professores, o movimento sindical, os jornalistas não-vendidos, os partidos de oposição e, por incrível que pareça, até mesmo certos grupos e indivíduos oportunistas que, por interesse ocasional, advogam a queda do prefeito. Nenhuma destas forças sociais e políticas isoladamente pode alcançar o seu objetivo, taticamente convergente, de derrotar o projeto simbolizado pelo prefeito João Henrique. O purismo, deste modo, faz o indivíduo que não se mistura com aqueles que considera sujos se sentir bem, mas João Henrique permaneceria destruindo a cidade. Então, uma “frente popular” é necessária. Mas simultaneamente é necessário que cada grupo que compõe a frente permaneça atento a seus objetivos estratégicos de mais longo prazo. Enquanto alguns querem o fim da fome no mundo através de uma redistribuição de renda que garanta a todos a possibilidade de ir à padaria, outros defendem apenas que a ajuda humanitária distribua sacos de comida jogando-os aos famintos pelas portas de um helicóptero. Estas diferenças não devem desaparecer pelo simples fato de haver a composição de uma coalizão. Será justamente a disputa entre as distintas concepções no interior da coalizão que garantirá a dinamicidade da discussão política democrática dos projetos, levando à vitória ocasional de um grupo ou outro a depender da correlação de forças constituída.

Ora, esta análise que tão bem serve para analisar as contradições dos governos Lula/Dilma, também me parece adequada para investigar quais os empecilhos que aparecerão à vitória da Primavera Baiana. E, neste sentido, me vem à cabeça duas dificuldades fundamentais: o silêncio/ausência do governador Jaques Wagner que parece ignorar a existência da crise e, em segundo lugar, a blindagem que os partidos políticos que lhe sustentam tentam construir à figura do governador. A crise da capital de um estado administrada por um prefeito que contou com o apoio do governador (e até do presidente) para ser eleito não pode ser entendida como crise simplesmente municipal ou, pior, do indivíduo João Henrique. Se o prefeito decidir se exilar, a crise permanece. O problema é estrutural e advém da desorganização política causada pela desagregação do sistema carlista sem o surgimento de um novo projeto claro para o estado. Para os que têm memória curta, basta ler matéria do A Tarde que mostra a presença do governador Wagner no lançamento da candidatura de João Henrique. Na ocasião, o governador afirmou ter dois palanques na Bahia, o de Walter Pinheiro, do seu partido, e o do prefeito agora satanizado pela crise municipal. Afirmou que, caso o candidato do seu partido não fosse ao segundo turno, apoiaria o prefeito ora na mira.

A política de múltiplos palanques é o meio do iceberg, do qual a crise municipal é a ponta e a deterioração do sistema partidário ideológico é a base. A bigamia do governador na campanha municipal é exemplo da decadência do projeto político para o estado, pois vale dizer que tanto faz um como outro; assim, diluem-se as diferenças que deveriam ser discutidas e disputadas com o eleitorado – os cidadãos. Se tal sodomia política é compreensível (ainda que não necessariamente justificável) pelos limites impostos pela correlação de forças no poder e pela assim chamada necessidade de governabilidade, haveria, ao menos, que se buscar uma política anti-concepcional para se evitar os filhos bastardos gerados: os partidos políticos que perdem sua capacidade de discutir os passos táticos e estratégicos a fim de avançar rumo a constituição de uma hegemonia com vistas a um novo bloco histórico. Ou seja, os partidos políticos passam a ser meros reprodutores do sistema de poder ao invés de pressionarem a correlação de forças existente à uma mudança. Os filhos bastardos não combatem o pai; querem apenas a herança, o espólio. O poder congela-se, posto que já não há quem o pressione.

É por isso que a blindagem ao governador Wagner, que vem sendo ensaiada pelos partidos que o sustentam, é maléfica para a Primavera Baiana. Sem a discussão profunda da sodomia política e da bigamia eleitoral, qualquer Primavera será semi-Primavera, uma Primavera de flores de plástico, que duram, mas não tem cheiro nem o brilho das flores de verdade, que não inspiram poetas. Caso estes partidos (e digo, suas bases militantes) tomem o precioso passo de contestar as redes do poder, ao invés de transformarem-se em escudos dos que ocupam os altos cargos, a Primavera ganhará e, em última instância, inclusive o Governo, que terá forças renovadas para colocar em execução um projeto político mais próximo ao Estatuto do seu partido e desvencilhar-se do emaranhado do status quo que lhe aprisiona. Do contrário, teremos uma blindagem eficaz do Governador (o qual tem apoio de grande parte dos que antes nós chamávamos de carlistas) mas sob o preço de manter a sujeira embaixo do tapete. A estratégia tem funcionado, posto que o IBOPE demonstra que a população considera o prefeito péssimo e o governador bom/ótimo. Mas e a Primavera? Faremos uma Primavera preocupados com o IBOPE ou com o nascimento das flores? Queimaremos o Judas para salvar o César?

Com a palavra, os militantes, os partidos e o Governador. O povo vai às ruas.

Carta à Ninguém

janeiro 8, 2012

Reflexões sobre um assalto esclarecedor.

Clicar para Ler a Carta à Ninguém

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Os números de 2011

dezembro 31, 2011

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

A sala de concertos da Ópera de Sydney tem uma capacidade de 2.700 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 17.000 vezes em 2011. Se fosse a sala de concertos, eram precisos 6 concertos egostados para sentar essas pessoas todas.

Clique aqui para ver o relatório completo

Final message for my US students

setembro 28, 2011

Depois de lecionar nos Estados Unidos durante o ano letivo 2011, deixei aos meus estudantes uma mensagem provocadora. Compartilho com vocês por considerar as reflexões pertinentes a todos os interessados no conhecimento.

                                                                                                                                Central Arizona College

Clique FINAL MESSAGE para fazer o download.

Meanings

setembro 28, 2011


By Felippe Ramos

Arizona, Feb 2011

I know what “writing with the guts” means

Cold winds bring me all the sorrow of the world

In so doing I become brother of my brothers abroad

.

I know what homeland means

Blizzards freeze my hope and keep my faith awaiting

In so doing I become home for my homeland’s home

.

I know what friendship means

The night keeps me apart of my fellows

In so doing I become slave of the slaves enslaving

.

I also know what “power of will” means

The dawn promises to come back once more

In so doing I become an ordinary mankind’s man

.

And no one ever will know what absolutely freedom means

But I, who suffered by the whip, can stand tall

In so doing I become free even with handcuffs